quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Amor

É mais um dia qualquer... Ele observa a vida da sua janela, pensa em como a vida acontece sem ele, num fim de tarde quente. As pessoas lá embaixo se mexem, sob um céu sem nuvens, céu limpo e persistente te verão. Ele observa longamente as sombras descritas pelos objetos da rua, sombras compridas, imponentes e sentimentais de fim de tarde. Os pássaros voam com graça, pousando na praça melancólica e sem vida, ele sabe que os pássaros são ignorantes a tais sentimentos, mas parecem tão tristes quanto o cenário à sua volta, na solidão de sua vida rotineira e instintiva. Um jovem casal de namorados passa acompanhado de suas sombras, desfilando com elegância na rua... Param bem diante de sua janela e se aproximam com um longo beijo. Ele observa, fascinado. É como se aqueles dois jovens não percebessem tanta tristeza, mas como? Está ali, ao redor deles! A melancolia é como um fantasma que os rodeia, os observa nas sombras, mas não os afeta, pois estão juntos, e aquele momento é só deles, o ambiente não tem o direito de intervir... Tudo para, os pássaros, o vento, o homem na janela e até o próprio tempo. Aí está uma coisa rara, que foi perdida em gerações passadas. O homem tenta se lembrar do nome... Era disso que ele falava tanto, mas era ignorado, era nisso que acreditava cegamente... Mas como era mesmo o nome? Ah, sim, ele se lembra... AMOR!!!!

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